Paperback Í Flores PDF/EPUB Ò


Flores Um homem sofre desmesuradamente com as notícias ue lê nos jornais com todas as tragédias humanas a ue assiste Um dia depara se com o facto de não se lembrar do seu primeiro beijo dos jogos de bola nas ruas da aldeia ou de ver uma mulher nua Outro homem seu vizinho passa bem com as desgraças do mundo mas perde a cabeça uando vê um chapéu pousado no lugar errado Contudo talvez por se lembrar bem da magia do primeiro beijo – e constatar o uanto a sua vida se afastou dela – decide ajudar o vizinho a recuperar todas as memórias perdidas Uma história inuietante sobre a memória e o ue resta de nós uando a perdemosUm romance comovente sobre o amor e o ue este precisa de ser para merecer esse nome«Viver não tem nada a ver com isso ue as pessoas fazem todos os dias viver é precisamente o oposto é auilo ue não fazemos todos os dias» 85 de 10Aui está um livro para saborear sem pressas para podermos absorver toda a mensagem nele contidaFui à apresentação do livro no passado dia 30 de Setembro apresentação ue ficou a cargo de José Eduardo Agualusa Na altura José Eduardo disse uma coisa ue retive e ue me faz agora todo o sentido disse ue alguém ue escreve da forma como Afonso Cruz escreve só pode ser uma pessoa muito especial E é verdade alguém ue escreve desta forma tem ue ter um dom As páginas 79 e 80 são claro exemplo disso bastaram estes parágrafos para a leitura de todo o livro já valer a penaComentário completo em Nenhum homem é uma ilha afirmou John Donne Neste livro de Afonso Cruz o Sr Ulme é um homem sem memórias uma ilha ancorada num mar de rostos desconhecidos procurando agarrar em cada estranho um fio ue o ligue ao passado e lhe devolva as memórias Esta necessidade intrínseca do ser humano de se relacionar e criar laços com os ue o rodeiam precisa do suporte das memórias para se identificar e gerir as emoções e reações com os outrosA partir daui temos o nosso protagonista empenhado em resgatar o passado do Sr Ulme enuanto simultaneamente vai avaliando a sua própria vida e uestionando o sentido da relação desgastada ue mantém com a mulher Assim vamos conhecendo o passado de um o presente de outro e tentando prever o futuro dos dois O final não sendo previsível também não foi surpreendente Mas no meio está a virtude não é o início ou o fim ue mais nos interessa e sim o percurso ue cada um deles faz as escolhas os erros os arrependimentos a forma de encarar a doença e a morte A originalidade não está nos temas abordados está na individualidade das decisões acerca do ue mais corriueiro a vida nos exige e concedeO sentido de humor com ue o autor aligeirou assuntos sérios e a escrita ue vai do leve ao profundo num ápice são o pretexto final para não deixar de o lerO ue estão à espera? Os livros de Afonso Cruz têm um problema Um enorme problema Tenho o hábito de dobrar as pontas das páginas ue de alguma forma me tocam profundamente Faço isto uando não tenho um lápis à mão No caso dos livros do AC isto é problemático porue regra geral acabo com com um livro totalmente reformatado com um dos cantos dobrado Um conselho de uem aprecia muito o trabalho deste autor tão especial não dobrem os cantos às páginas ue vos são especiais Dobrem auelas ue considerem normais O mesmo princípio para os sublinhados Poupem lápis Garanto vos ue terão menos trabalho e estragarão menos o livro Flores é um deles Se algum dia eu decidir escrever este autor será um dos gigantes em cujo ombro farei uestão de me sentar Fiuei confusa Não ue a história não seja clara ue a narração não seja coesa Mas é o estilo se é ue lhe posso chamar assim Um desfile tão incongruente de personagens estranhas ue atira o livro para o limbo entre o misticismo de um autor sul americano e a contemporaneidade de um José Luís Peixoto A insistência do autor em ue todos sejam esuisitos em ue abram a boca por três páginas de monólogo cai me mal não me é palpável Isto é cada personagem ue surge vem com o propósito de contar episódios mirabolantes da sua vida pisar lagartixas ter vocação para palhaço prometer ue só volta a chorar uando Constantinopla voltar para mãos gregas etc Resumindo não encontrei grande originalidade no uadro geral casamento em ruínas criança peuena e afectada por essa mudança velhote solitário e vítima da degeneração das suas capacidades mentais neste caso a memória Então a personagem principal cujo nome não julgo ter apanhado ao longo das 275 páginas interessa se pelo passado ue o seu vizinho o senhor Ulme esueceu devido a um aneurisma Compromete se a recuperar lho e é assim ue começa o desfile dos monólogos das inúmeras personagens todas com alcunhas passados esuisitos cada uma com um ângulo diferente a respeito do senhor Ulme Esta é a parte ue apreciei ue uns o pintem como tirano outros como um deus benevolente Lamento apenas o facto de não ter considerado o enredo muito original uando tinha potencial para isso Li rápido porue os capítulos são peuenos a linguagem muito acessível com auela repetição em ue todos os nossos “grandes” recaem como se por repetir a mesma frase até à exaustão desse um selo de ualidade ao texto Gosto do egoísmo narcisismo e ego evidentes em cada personagem é nesse sentido ue é um livro humano De resto parece me um lirismo um tanto forçado Não desisto de Afonso Cruz à primeira mas confesso ue não fico entusiasmada pelo próximo

  • Paperback
  • 275 pages
  • Flores
  • Afonso Cruz
  • Portuguese
  • 24 January 2016
  • 9789898775733

About the Author: Afonso Cruz

Nasceu em 1971 na Figueira da Foz e estudou nas Belas Artes de Lisboa no Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira e na António Arroio É escritor músico cineasta e ilustradorEscreveu seis livros A Carne de Deus Bertrand Enciclopédia da Estória Universal uetzal Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2010 Os Livros ue Devoraram o Meu Pai Caminho Prémio Literário Mari


Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *